Simples Nacional: A Grande armadilha tributária

Por Andrea Giugliani

Todos os anos, já em Janeiro, os empresários, se deparam com a árdua missão de escolher o regime tributário para a sua empresa.

E essa escolha, na grande maioria das vezes, é feita “ às escuras”, onde no melhor cenário, optam pela sugestão do seu assessor contábil.

Essa falta de desconhecimento leva os empresários a escolherem o regime tributário às pressas e, consequentemente, optam pelo regime tributário “mais fácil, menos burocrático” e que em tese seria o de menor carga tributária: O SIMPLES NACIONAL.

No decorrer do ano, percebem que não estão conseguindo honrar com todos os seus compromissos e acabam buscando financiamento bancário, para fomentar a sua operação, utilizam o cheque especial, contratam créditos para o capital de giro e etc., e não entendem onde está o problema!!

O problema está na eleição errônea do regime tributário.

O Simples de longe é a opção mais simples e menos onerosa!

O lucro presumido ou o lucro real podem sim ser muito menos dispendioso que o Simples!

O Simples Nacional, na verdade, pode ser uma grande armadilha, pois impede o crescimento das empresas já que, havendo crescimento do faturamento as alíquotas se levam muito, podendo chegar facilmente aos 16% e em até 30% do faturamento, o que seria a maior carga tributária previsto pela legislação. Além disso, se o faturamento da empresa atingir R$3.600.000,00, o ICMS passa a ser tributado fora do simples, o que aumenta ainda mais a carga tributária.

Ao contrário, no lucro real por exemplo, através de uma estratégias fiscais licitas, é possível ter apenas uma carga tributária em torno de 9%.

Outra vantagem do lucro real é que você dará uma total repaginada na sua gestão, ficando mais atento as suas despesas, já que essas são fundamentais para a redução da carga tributária o que levará ao melhor controle administrativo da sua empresa. Assim, você terá uma empresa melhor administrada pagando menos imposto. Parece sonho? Mas não é! Essa é a realidade brasileira que, infelizmente os empresários desconhecem.

Por conta de tudo isso, é fundamental a consulta com advogado tributarista anualmente para fazer o PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO. Planejar os tributos nada mais é que avaliar os números do ano que se passou e estimar o faturamento e as despesas do próximo ano.

Considere também, que os advogados tributaristas cobram seus honorários, na maioria das vezes, sobre o êxito, ou seja sobre o resultado que ele te trouxer com a economia tributária, a chamada sucess fee, então você não terá que necessariamente, desembolsar valores nessa empreitada, mas o remunerará de acordo com a sua própria economia fiscal.

Eu te desafio a esse ano fazer diferente: consulte um advogado tributarista logo no início do ano, porque está é a sua principal função: livrar-te das armadilhas tributárias.

Fica a dia! E aproveite, você ainda tem 2 semanas para escapar do Simples Nacional!

Andréa Giugliani Negrisolo: advogada tributarista sócia do Giugliani Advogados, esposa, mãe de 8 bichos e do Lui. Apresentadora do Programa de TV Tricotando Negócios, Diretora de Internacionalização de Negócios do ITESCS,  CEO da Startup Link Us Now e do Coworking Incubeos.  https://www.facebook.com/tricotandonegocios
Instagram: @tricotandonegocios

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