Música, mamãe e bebê: combinação mais que perfeita

O encontro começa com uma canção de boas-vindas. Enquanto toca o violão, a musicista Camila Ruiz recepciona às mamães e seus bebês com uma melodia personalizada: “Boa tarde, como vai você? Oi, Miguel! Como é bom te ver. Palma, palma, mão com mão e agora um abraço de coração”.

Aline, Aninha e Carla durante a aula

E assim começa mais uma aula de musicalização para bebês e crianças pequenas na Casita, em Santo André. Há quatro anos no espaço, Camila conduz com maestria o vai-e-vem dos bebês pela sala e faz com que eles remanejem os instrumentos com impressionante delicadeza. Isso mesmo, eles devolvem cada um dos objetos sem dramas ou birras, já esperando a próxima música.

Digo isso, pois estive lá com o meu caçula de um ano e dois meses. E o Miguel está ainda naquela fase de não querer devolver os brinquedos e roubar objetos dos amiguinhos. No meio da aula, notei que ele já havia entendido à dinâmica e começou a explorar os instrumentos com mais curiosidade, sem dispersão. Mesmo percorrendo todos os cantos da sala, ele sempre voltava para perto da Camila e das outras crianças e esperava a próxima música com entusiasmo.

“Não existe uma restrição de idade para o início das aulas ou qualquer pré-requisito. A minha recomendação para os pais com bebês de colo é que participem a partir do momento em que se sintam seguros em vir. Afinal, é uma atividade que desenvolve a linguagem musical, mais fortalece ainda mais a relação de vínculo com a família”, explica Camila, pós-graduada em educação musical, que conduz tanto às turminhas dos bebês como a das crianças que já andam. Para participar a criança precisa estar na companhia de alguém da família. 

Don em sua primeira aula e Ligia e Adriel ao fundo

Tudo o que acontece na aula foi pensado para os pequenos. Todos entram sem sapatos. O ambiente onde as aulas acontecem é livre de obstáculos que podem atrapalhar a livre circulação. Além disso, colchonetes e almofadas garantem o conforto de todos. Os instrumentos e objetos são lúdicos e feitos com materiais próprios para os bebês. E o repertório traz canções bem conhecidas e que fizeram parte da infância dos pais. “Só que no decorrer do ano, todos sugerem melodias novas e conseguimos trabalhar até ritmos diferentes, indo do rock até uma música regional do Rio Grande do Sul”, exemplifica Camila.

A ideia ali é promover descobertas musicais e o desenvolvimento da criança como um todo. “Na fase em que começam a andar, as crianças não ficam sentadinhas tocando os instrumentos musicais e cantando. Elas andam, caem, levantam, batem palmas, agacham, dançam, tocam umas nas outras e manuseiam tudo. Enfim, precisam ter liberdade de movimentos, desenvolver a motricidade”, enfatiza a músico-educadora que, além de chocalhos, pandeiros e bumbos, utiliza de vários materiais, como tecidos e pompons, para promover estímulos sensoriais e criativos.

Os encontros são semanais e as aulas duram uma hora, sempre com uma deliciosa convivência e muito bate-papo entre as mamães e seus bebês ao final. A receptividade da Camila e da Carla Capuano, psicóloga, que dirige a Casita foi muito calorosa e deixou todo mundo bastante à vontade.

Na Casita, as gestantes e as mamães encontram atendimentos mais do que especializados visando mais saúde, qualidade de vida e apoio psicológico durante as diferentes fases da mulher, famílias, do bebê e de crianças na primeira infância. Quer marcar uma aula-teste de musicalização? Liga lá: Tel. (11): 2834-5303 e (11) 99435-4275. www.acasita.com.br Rua David Campista, 180. Bairro Jardim. Santo André.

Quem estava lá, conta mais um pouquinho sobre a musicalização:

Tatiane e Bianca

Tatiane Aparecida de Almeida Santos Carvalho
Fotógrafa e mãe da Bianca

Frequenta a Casita desde que a Bianca tinha nove meses. Ela começou a participar das aulas de dança materna com a filha, comandadas pela Ingrid Gonçales Sierra, e se apaixonou pelo espaço. “Como a Bianca não vai para a escola e eu sempre busco atividades para a evolução dela, optei pela musicalização, principalmente pelo aprendizado com disciplina. A atividade ajuda bastante a desenvolver o sentido de brincar e guardar. Além dos diferentes aprendizados que a música proporciona e a socialização com outras crianças, a disciplina acontece naturalmente”, conta Tatiane.

 

 

 

Aline e Aninha

Aline Vachelli da Silva Carvalho
Designer de interiores e mãe da Aninha

“A Casita entrou na minha vida nos cinco meses de gestação da minha filha. Tudo começou pela minha pesquisa na internet sobre parto humanizado. Tive todo apoio no pré-parto, participei do ‘Gestando’ e das aulas de ‘Yoga para gestantes’, e a minha obstetra e a minha doula são da equipe da Casita. Depois, quando ela nasceu e estava com três meses, eu fiz o curso de ‘Shantala para bebês’. Na ‘Musicalização’, nós começamos juntas quando ela estava com cinco meses”, lembra Aline.

Segundo a mamãe, as aulas contribuíram para o desenvolvimento da Aninha em todos os sentidos. “Todos comentam que ela tem bastante desenvoltura, se sociabiliza com facilidade e canta bem. Muito disso eu credito às aulas”.

 

Ligia e Adriel

Ligia Mori
Secretaria e mãe do Adriel

“O primeiro contato com a Casita aconteceu em uma palestra sobre amamentação. E como o Adriel fica em casa comigo, resolvi procurar o curso de musicalização. Frequentamos há cinco meses e sinto que ele ama participar das aulas. O ambiente é ótimo. A Camila é muito experiente e uma pessoa bacana. Ele passou a se desenvolver bem mais do que em casa e a interagir com as outras crianças”, fala Ligia.

 

 

 

Claudia e Isabelle

 

Claudia Cristina Costa e Silva
Jornalista e mãe da Isabelle

“Como a Isabelle fez dois anos recentemente e não frequenta escola, optei pela musicalização pelos estímulos e para que ela possa conviver com outras crianças. Ela mudou bastante. Em um mês e meio já dá para notar muita diferença. Ela era muito apegada, tímida e começou a se soltar aos poucos. Nas primeiras aulas, ela não queria sair do meu colo e chegou a chorar. Agora, ela vai atrás das crianças, brinca, interage e participa o tempo todo”, fala Cláudia.

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