Mantenha o seu pet protegido do frio!

Tem cachorro que não fica com roupinha de jeito nenhum e tem aqueles, que você investe na casinha, no colchão e no cobertor, e eles preferem dormir sobre o jornal. Para manter os pets aquecidos nos dias mais frios do ano, principalmente os mais idosos, é aconselhável ter alguns cuidados especiais, como esses citados acima, para garantir não só o conforto, mas a boa saúde para que não fiquem doentes.

Assim que a temperatura cai, a pedagoga Simone Aparecida Ribeiro Florio toma alguns cuidados com a sua cachorrinha, a Safira, uma fêmea de lhasa apso de quase seis anos de idade. Afinal, no ano passado, a cadelinha ficou resfriada durante o inverno. “Além de dormir no meu quarto, tomei o cuidado de forrar o chão com uma placa de EVA para impedir a passagem de qualquer friagem para a caminha dela. Evitamos os passeios e sempre mantenho o corpo dela coberto com uma capinha”, conta ela, que também liga o aquecedor nos dias mais frios.

A Luna (abaixo), uma cadelinha sem raça definida de dois anos, deu um susto no ano passado na cake designer Aline Noronha de Souza Gonçalves. “No inverno passado ela teve uma gripe muito forte e a tosse de cannis. Por isso, hoje, tomo os cuidados básicos: passeios curtíssimos na rua, sempre a deixo de roupinha bem quente. A cama é forrada com edredom bem limpo”, conta Aline. 

“Patas, narizes e orelhas merecem atenção e não devem estar gelados, pois dizem muito sobre a saúde dos animais. Os pets que dormem fora de casa também merecem atenção e não basta apenas uma casinha no pátio, é necessário cuidar para que eles tenham cobertores e roupas secas para ajudar a aquecer nos dias mais frios”, orienta a veterinária Laís Alarça, da Hercosul Alimentos.

A idade, o porte e a quantidade de gordura corporal também interferem nesse processo. “A pelagem dos animais ajuda a proteger dos ventos gelados, ou seja, tosas durante o inverno não são indicadas. Os cães menores e com pelos rasos costumam sentir mais frio do que os animais de grande porte e com pelagem longa. Invista na escovação!”, acrescenta.

Sobre os passeios com os pets, ela revela que podem acontecer normalmente, porém, com roupas que os mantenham protegidos. “Também é indicado diminuir o tempo das caminhadas, mas não é necessário deixar de fazê-las”, alerta.

As doenças mais comuns nesse período são causadas por vírus e bactérias, como a tosse nos cães e a rinotraqueite nos gatos. “Espirros constantes, secreção no nariz e também nos olhos, apatia e falta de apetite são alguns sintomas de que algo não vai bem. Ao primeiro sinal de que o animal está doente é necessário consultar um veterinário”, revela.

“Os donos de raças como Pug e Bulldog devem prestar atenção ao sistema respiratório dos pets com focinho curto. Outras raças como Chihuahua, Boston Terrier, Yorkishire, Dachshund e Poodle sofrem mais com o frio”, conclui. 

Gatos também merecem atenção especial!

A veterinária também alerta para o perigo que os gatos correm no inverno, pois se escondem em qualquer local para procurar abrigo e fugir do frio, inclusive nos motores dos carros. “Os acidentes desse tipo são sérios e quase sempre são fatais. É aconselhável sempre dar algumas batidas no capô e laterais do carro para que eles saiam antes da pessoa ligar o automóvel”, aconselha.

Outro cuidado importante é com aquecedores, pois o calor pode levar os animais para perto do aparelho e as queimaduras são constantes. “Evitar colocar esses equipamentos no chão e nunca deixar os pets sozinhos com aquecedores ligados garantem a segurança”, completa.

O uso do ar condicionado precisa ser evitado, pois pode ressecar as vias respiratórias dos animais. “Não é necessário parar de usar, mas evitar passar a noite toda ligado”, diz Laís. 

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: