Empreendedorismo e maternidade

Por Andréa Giugliani Negrisolo
Fotos: Arquivo pessoal

Fui convidada a dar uma entrevista sobre a minha história profissional e o momento atual que estou vivenciando sendo mãe de primeira viagem.

Achei que o resultado ficou tão legal que resolvi adaptar aqui para a coluna da Revista Vida Prática, pois acredito que a minha história pode inspirar muitas outras mulheres, espacialmente aquelas que estão na dúvida em ser mãe, continuar no mercado corporativo e construir uma carreira ou empreender.

 

Vamos lá!

Empreendi antes da maternidade. Cerca de 16 anos atrás fundei meu escritório de advocacia, o Giugliani Advogados. Somos reconhecidos no mercado como Modelo de Excelência em Gestão pelo Sebrae, e como o melhor de SP e um dos melhores do Brasil. Por seis vezes consecutivas fomos eleitos o mesmo modelo de excelência em nossa cidade (São Caetano do Sul) e na região (ABCDMR). Tudo isso não foi à toa. Sempre profissionalizei muito a minha equipe,  descentralizei a gestão e a liderança, justamente para um dia ter mais independência. Quando o relógio biológico bateu, decidi ser mãe!

Essa decisão veio num momento em que já tinha batalhado muito por esse reconhecimento, ter fixado um modelo de descentralização da liderança e profissionalização da minha equipe, além de já ter uma certa estabilidade e reserva financeira.

Acredito que esses pontos foram fundamentais para basear e fundar a tomada de decisão mais difícil da minha vida: ser mãe! 

Fui mãe com 39 anos e vivo a maternidade e os meus 40 anos de uma forma muito tranquila e natural graças a liberdade financeira e profissional por ter planejado a minha carreira, a minha empresa e a maternidade.

 Acredito que o empreendedorismo e a maternidade podem sim e devem conviver; porém não é nada fácil iniciar um negócio após o nascimento de um filho.

Acompanho essa situação semanalmente com as histórias que apresento no programa de TV @tricotandonegocios que trata do universo do empreendedorismo feminino. Muitas mulheres resolvem empreender pós-filhos, ora por perderem sua posição no mercado corporativo; ora por optar em sair de seus empregos para criarem seus filhos e não conseguirem se recolocar no competitivo mercado de trabalho; ora por querer ter mais tempo perto dos seus filhos.

Refletindo sobre a minha decisão… Sorte a minha ter empreendido tempos atrás e optado em ter filhos tardiamente. Sorte a minha poder levar meu  bebê ao meu escritório; sorte a minha poder trabalhar em casa para ficar mais pertinho dele e acompanhar sua evolução diária; sorte a minha ter independência e liberdade para não ir trabalhar quando ele precisa de mim ou mesmo quando eu quero ficar em casa com ele… pensando bem… 

Sorte? 

Ou construção dessa realidade? 

Quanto eu já me dediquei ao meu escritório para alcançar essa posição de autonomia? Quanto eu já me sacrifiquei para chegar a esse ponto? Quanto eu já me empenhei em construir uma história profissional de sucesso e uma equipe técnica que conduz com maestria a minha empresa?

Sou mãe em tempo integral, apaixonada por esse novo mundo da maternidade e ao mesmo tempo,  consigo conciliar e liderar minha empresa. 

Como? 

  • Planejando sua carreira e o futuro.
  • Organizando e delegando.
  • Confiando e treinando uma boa equipe.
  • Tendo bons parceiros e sendo transparente e sincera com seus clientes.
  • Transbordando felicidade e sendo cúmplice de bons valores e ética profissional.

    Deixando um legado positivo para que seus filhos possam se orgulhar de tudo que você fez ou quem sabe dar continuidade ao projeto empreendedor que foi iniciado por sua mãe, tempos atrás.

Andréa Giugliani Negrisolo: advogada tributarista sócia do Giugliani Advogados, esposa, mãe de 8 bichos e do Lui. Apresentadora do Programa de TV Tricotando Negócios, Diretora de Internacionalização de Negócios do ITESCS,  CEO da Startup Link Us Now e do Coworking Incubeos.  https://www.facebook.com/tricotandonegocios
Instagram: @tricotandonegocios

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