6 dicas para resgatar seu filho da falta de atenção, das garras da internet, dos maus influenciadores e dos games

Por Maria Claudia Aravecchia Klein

Vivenciei isso na pele quando meu filho de apenas dois anos começou a querer assistir apenas um conteúdo especifico no iPad que herdou do irmão. Ele dizia repetidamente, durante 24 horas, o nome de um canal especifico, recheado de publicidade infantil.

O segundo fato foi de ele desandar a falar palavrões. Meu marido matou a charada. Enquanto brincava ao lado do irmão de onze anos na sala, ele estava de antena e ouvidos a postos para captar todo aquele riquíssimo vocabulário dos maus influenciadores digitais. Moral da historia: o mais velho teve o celular confiscado, depois de cair, TARDIAMENTE, a nossa ficha. E, o iPad quebrou, literalmente.

O desespero bateu! Culpada! Você trabalha com isso, da exemplo, que belo espelho, hein, minha filha! Carimbei tudo e mais um pouco na minha cara inteira. Eu, que trabalho com isso, estava -perdendo por não dar a devida atenção aos meus filhos – para as novas tecnologias. Surtei.

Mas, quando a gente surta, aprende na dor. E, pelo amor a gente se resgata, o que se reflete naqueles que estão ao nosso redor. Pensando nesses fatídicos episódios e comumente corriqueiros em outras inseguras salas de casas, reunimos as dicas da psicologa Celia Siqueira de como resgatar os nossos filhos desses ambientes nada seguros:

1 – Os pais precisam conversar mais, ter mais diálogo dentro de casa, tentar socializar mais com os filhos e entender o mundo deles.

2 – Os pais precisam tentar participar mais de suas ações, contatos externos, jogos (game), etc. Para poder conhecer a dinâmica do seu próprio filho.

3 – Incentivar a prática de esportes, em que os pais possam praticar também, auxiliando na evolução e desenvolvimento da criança ou adolescente.

4 – Fiscalizar sobre o que entra na casa e participar das redes sociais dos filhos, verificar o que eles estão buscando, curtindo e publicando.

5 – Dentro da relação e interação da família, fica a critério dos pais terem ciência de que a educação família é de responsabilidade deles e que a escola é um complemento (coeducativa) e a instituição não tem obrigação de ensinar os princípios básicos da “educação família”, que fica à critério dos pais. Na educação é satisfatório também a inclusão da educação religiosa.

6 – Trazer para as crianças e adolescentes a cultura da leitura, retomar o hábito da leitura, desprendendo-os de vídeos games, televisão, internet, etc.

Célia Siqueira é formada em Psicologia, atua como grafóloga (pessoal, criminal e empresarial), psicoterapeuta, quiróloga, psicanalista, escritora e terapeuta. Atende em seu espaço localizado na zona sul de São Paulo, o “Instituto Célia Siqueira”, e presta também consultoria para pessoas e organizações de outros estados e países.

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