10 dicas decoração para casas com PETs

Da Redação

Em um breve passeio no quarteirão de casa aos sábados ou domingos pela manhã, eu sempre me deparo com três ou quatro pessoas passeando com seus cachorros. Isso, em apenas um quarteirão do meu bairro. E, fico pensando, como os pets dominaram a vida doméstica e a maioria, vive, pelo menos nos centros urbanos, em apartamentos.

Por isso, separamos algumas dicas práticas de arquitetos para você garantir mais acessibilidade e conforto nesse convívio e relação tão importante. Sim, é preciso pensar no projeto para atender as necessidades deste, que também, é um membro da família.

Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2013, mostram que há 132 milhões de pets no Brasil. Ainda segundo a pesquisa são 53 milhões de cachorros, 38 milhões de aves (nos enquadramos nessa, temos um lindo agapornis) , 22 milhões de gatos, 18 milhões de peixes ornamentais (também temos dois peixinhos), além de 2,7 milhões de pequenos répteis e mamíferos.

 

Dá uma olhada nessas dicas da arquiteta Fernanda Angelo, da designer Elisa Meirelles, do arquiteto Pietro Terlizzi e do designer de interiores Henrique Freneda :

Redes de proteção são essenciais para proteção dos animais/Projeto: Pietro Terlizzi/Foto: Guilherme Pucci

1- Segurança em primeiro lugar:

Antes de qualquer coisa, medidas de segurança precisam ser tomadas para proteger o bichinho. Colocar rede de proteção nas janelas e varandas do apartamento evitará acidentes graves. Os animais, sobretudo gatos e cachorros, gostam de subir nos batentes para tomar sol, brincar e até mesmo quando ficam assustados.

“É essencial que a tela esteja bem presa à parede para oferecer maior segurança”, alerta Henrique Freneda. Seja nos quartos, na varanda ou na cozinha, o importante é pesquisar a melhor marca, acompanhar a instalação junto ao profissional e certificar-se quanto à resistência da rede.

Já os fios dos aparelhos eletrônicos devem ser encapados ou embutidos em painéis de madeira. Além disso, as tomadas precisam estar tampadas com material próprio.

A cama pode fazer parte da decoração/Projeto: Pietro Terlizzi/Foto: Guilherme Pucci

2-Tecidos ideais para os animais:

Ter um animal em casa exige mudanças, mas isso não significa que o estilo do morador deve ser deixado de lado. Para achar um meio termo, o ideal é saber exatamente o que pode facilitar essa convivência.

Os bichos de estimação soltam muitos pelos, não tem como evitar. Por isso, os tecidos que revestem sofás, poltronas, cadeiras e almofadas recebem uma atenção especial. “Esses móveis devem ser revestidos com materiais fáceis de limpar, como couro, microfibra e poliéster”, conta o arquiteto Pietro Terlizzi.

Entre os pets, os gatos apresentam a particularidade de afiar as garras, por isso o melhor é evitar tecidos que desfiem facilmente ou com texturas. “Tudo precisa ser liso e sem aderência para as unhas”, completa Pietro. Quanto às cores, os tons neutros médios ajudarão a esconder o rastro de pelos. As tonalidades mais claras e escuras evidenciam a presença de manchas e sujeiras.

Os pets adoram dormir na cama com os donos/Projeto: Korman Arquitetos/Foto: JP Image

3-E os tapetes?

Ao trazer filhotes para casa, tenha em mente que eles demoram a aprender o lugar certo de fazer xixi. Por isso, vale considerar um tempo sem os tapetes, até os pets estarem treinados. Se não for possível retirar, materiais como o sisal e a fibra sintética são mais fáceis de limpar. “Além do desinfetante comum, a espuma mágica é um produto essencial para tapetes e sofás”, diz a arquiteta Fernanda Angelo.

Criado-mudo com caminha/Projeto: Estúdio Cipó/Foto: Julia Ribeiro

4-Proteção para a sua cama:            

Geralmente, cãezinhos e gatinhos são muito apegados. Muitas vezes, eles acabam indo dormir na cama junto com seus donos. “Nesse caso, vale investir num protetor de colchões. Caso haja acidentes, o líquido não afeta o colchão”, aconselha Terlizzi.

Outra dica importante é investir em móveis resistentes sob medida que aguentem os impactos dos possíveis saltos dos bichos. Sem deixar de lado o conforto e harmonia da decoração.

Abertura para passagem dos pets/Projeto: Korman Arquitetos/Foto: JP Image

5-Piso e revestimento:

Tudo precisa ser planejado antes de ter um animal em casa. Os mínimos detalhes dos ambientes precisam ser adaptados para o bem-estar. No chão, para impedir que os cachorros e gatos se machuquem ao escorregar, o ideal é escolher um piso não poroso. Assim, revestimento cerâmico e porcelanato rústico ou antiderrapante se mostram como as melhores opções. Já o de madeira deve receber um selador para fechar os poros, evitando a infiltração de urina e fezes em possíveis acidentes. “Além de práticos, esse materiais são fáceis de limpar”, afirma Henrique Freneda.

Os revestimentos das paredes também exigem atenção especial. Os lisos com painéis de madeira e os de tijolinho acrescentam no décor e facilitam o dia-a-dia. “Paredes com tintas laváveis são uma boa opção para manter a higiene e manter a casa linda!”, conta Pietro Terlizzi.

6-Objetos de decoração:

Todo o cuidado é pouco quando se trata dos objetos de decoração perto dos animais. O minimalismo evitará dores de cabeça se os pets da casa forem muito bagunceiros. Entretanto, caso não seja possível seguir este estilo, a dica é guardar os itens frágeis ou muito pesados dentro de estantes com portas fora do alcance dos pets“Assim como com as crianças, o melhor é deixar peças pontiagudas longe para afastar a possibilidade de acidentes”, recomenda Elisa Meirelles.

7-Plantas por todos os lados:

É possível ter bichos de estimação e plantas ao mesmo tempo? Claro! Tomando as medidas de segurança necessárias, todo mundo ficará feliz. Jamais tenha espécies venenosas ou com espinhos, principalmente perto dos animais que podem comer essas folhas e passarem mal. Além disso, é fundamental evitar as plantas que acumulem água, pois se o líquido for ingerido poderá causar doenças.

Mamona, carambola, jasmim manga e comigo-ninguém-pode são proibidas pela toxicidade. Já as espécies fênix, cactos, babosa, coroa-de-cristo não podem ser compradas pela presença de espinhos. “As melhores espécies são jabuticaba, lavanda, alecrim, hortelã, calêndula e limão siciliano”, disse Fernanda Angelo. A solução é pendurar vasos de médio e pequeno porte em lugares inalcançáveis.

Preste atenção nos tecidos/ Projeto: Korman Arquitetos/Foto: JP Image

8-Decoração adaptada:

Basta ter criatividade para integrar os objetos dos pets na decoração da casa. A caminha, por exemplo, pode receber um tecido que combine com o sofá, as almofadas e a cortina, compondo um estilo divertido na sala. Uma ideia interessante é reproduzir um móvel dos donos em escala menor e deixar o ambiente mais fun.

Nichos de parede servem de brinquedo para os gatinhos/Projeto: Estúdio Cipó/Foto: Julia Ribeiro

Além disso, é possível planejar um mobiliário que incorpore os itens dos bichinhos. Estantes, aparadores e mesas de centro que tragam nichos para encaixar os potinhos e caixas de brinquedo. Pensando nisso, o Estúdio Cipó projetou um criado-mudo com uma caminha embutida na parte de baixo. Desse modo, o cachorrinho da família ganhou um espaço bem pertinho dos donos.

Os moradores que possuem gatinhos, por sua vez, precisam se preocupar com a tendência a escalar todos os móveis. Uma ideia criativa é posicionar nichos nas paredes que, ao mesmo tempo, organizem os objetos dos humanos e sirvam de playground para esses animais. “O ambiente se transformou em um refúgio tanto para os donos quanto para os pets! A marcenaria sob medida permite a liberdade de produzir móveis divertidos e funcionais para todo mundo”, diz Elisa, a designer do Cipó.

Os bichinhos adoram participar da vida familiar. Seja brincando, dormindo junto e até seguindo os donos para todos os lugares. Cada vez mais, os projetos de décor dos imóveis trazem soluções que se adaptem a esse hábito carinhoso. Um exemplo é ter uma pequena abertura na parte de baixo das portas para livre passagem dos pets.

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