10 cases de sucesso de mulheres empreendedoras para te inspirar

Da Redação

A data foi lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para valorizar e incentivar as mulheres empreendedoras pelo mundo. Portanto, dia 19 de novembro é o Dia do Empreendedorismo Feminino. 

Atualmente, o Brasil conta com 24 milhões de mulheres empreendedoras, de acordo com dados da Rede Mulher Empreendedora (RME). Elas estão divididas entre empreendedoras estabelecidas (10 milhões) e iniciantes (14 milhões).

Do grupo de 10 milhões, cerca de 44% são donas de empresas de micro e pequeno porte, com faturamento anual entre R$ 48 mil até R$ 3 milhões, e 56% de microempreendedores com faturamento anual de até R$ 48 mil.

Mesmo com as dificuldades as mulheres estão conquistando seu espaço no mercado de trabalho (com cargos e salários mais equilibrados) ou abrindo sua própria empresa. Ainda sim, o mundo ideal está distante, mas não é impossível. Por isso, separamos 7 histórias de sucesso para você se inspirar:
1) Mylene Tubero ensina influencers a alcançar o sucesso nas redes sociais

Mylene Tubero é uma paulistana que se formou em Direito, mas nunca exerceu. Sua veia empreendedora e seu faro para negócios falaram mais alto e hoje ela capacita outras pessoas para que também alcancem o sucesso. Ela atua em marketing digital e redes sociais há quatro anos criando conteúdos de relevância.

“Não me tornei uma personalidade digital da noite para o dia. Graças a minha história real de vida, me tornei o que sou”, conta Mylene. “Durante esse tempo todo, busquei engajar organicamente diferentes públicos nos segmentos que eu mais transitava, como moda, beleza, cultura, bem estar e gastronomia”, explica. Através de suas experiências e relacionamentos no universo digital, Mylene começou a atuar junto de marcas e daí para desenvolver cases de posicionamento, branding, campanhas, pesquisas e desenvolvimento de ações de vendas e eventos, além de captação de patrocínios e parcerias  foi questão de tempo.

A experiência em consultoria e gestão lhe trouxe uma nova oportunidade: criar meios para que outras pessoas também pudessem compartilhar e gerar conteúdos relevantes, em suas regiões e para públicos específicos. Hoje em dia, Mylene treina outros influencers. “Influenciadores são uma importante ferramenta de desenvolvimento e articulação de estratégias e ações especiais”, aponta Mylene.

São mais de 16 marcas que já tiveram alguma intervenção de Mylene. E mais de 30 influenciadores já foram capacitados, através de intercâmbios e oficinas que Mylene ministra, e talks que participa como convidada por todo o País. Todos esses treinamentos geram novas oportunidades de negócios seja em e-commerce, relacionamento e divulgações para marcas e projetos. É um esquadrão que movimenta um alto fluxo de acessos de pessoas de diversas idades, por todo o Brasil, que buscam por informação e conteúdo real e que convertem vendas, e aumentam a procura de produtos e serviços.

Atualmente, Mylene conta com um quadro sobre variedades no programa Roda de Mulheres, apresentado por Nani Venancio na Rede Brasil de Televisão.

Intercâmbios e Oficinas

Mylene conecta marcas e pessoas. Por isso, criou uma estratégia de juntar influenciadores num mesmo evento, promovendo encontros entre assessorias e parceiros, com o objetivo de gerar um grande volume de divulgação para as marcas, por meio do trabalho de marketing creator.

O último encontro foi durante a Beauty Fair, maior feira do setor de beleza, quando juntou dez influenciadores de diversas regiões do país. Todos produziram posts, Stories, vídeos, geraram marcações e inúmeros views, utilizando imagens próprias e profissionais, feitas duraante a feira. “Ampliamos a exposição de nossos parceiros em regiões de interesse para cada um, promovendo novos negócios”, explica.

E para quem ainda está começando, ou deseja melhorar o perfil como influenciador, Mylene oferece oficinas como as de maquiagens e selfies com equipamentos e luz corretos, por exemplo. Assim, a empreendedora vai tornando o ambiente das redes sociais um lugar mais seguro para aproximar marcas e pessoas. “Meu objetivo é desenvolver nas pessoas suas habilidades e aumentar suas potencialidades para que elas mesmas possam criar novos negócios através de suas redes”, finaliza Mylene.

Para saber mais, acesse:

@poderosasdebatom

www.poderosasdebatom.com.br

Sabrina Nunes, CEO da Francisca Joias

Nascida em Itinga, Sabrina se tornou empreendedora cedo, começou vendendo picolés na zona rural da cidade, mas sem muitas oportunidades na região a empreendedora recebeu uma proposta de trabalho em um canavial em Maracaju (MS).

“O tempo que fiquei cortando cana foi difícil. Mas era o que eu tinha para fazer. Lá mesmo eu fiz contatos para conseguir me recolocar.” relembra, Sabrina Nunes. Após sete anos, já formada em Serviço Social, e trabalhando como secretária, Sabrina conseguiu uma bolsa para estudar engenharia no Rio de Janeiro.

Já no RJ, em janeiro de 2012, resolveu fazer alguma atividade extra para complementar a renda. “Comprei R$ 50 em matéria-prima, no centro do Rio de Janeiro, fiz bijuterias e comecei a vender meus produtos pela internet”, diz.

Em agosto, decidiu criar uma loja virtual própria para a Francisca Joias. O e-commerce já ultrapassou a casa dos R$ 6 milhões em faturamento, conta com mais de 4 mil modelos e vende cerca de 12 mil peças por mês.

Instagram: @franciscajoias
https://www.franciscajoias.com.br/

Tânia Gomes Luz, vice-presidente da ABStartups

Tânia Gomes começou sua trajetória empreendendo, fundou um e-commerce de nicho que foi super conceituado na época, a 33e34, loja que só vendia dois números de sapatos.

Após conseguir muitos investidores e alcançar seu objetivo com a marca, a empreendedora resolveu mudar de carreira. Anos depois, Tânia resolveu fundar a Girl Boss, consultoria para pequenos, médios e grandes negócios. Atualmente, Tânia é vice-presidente da ABStartups e faz palestras pelo Brasil falando sobre empreendedorismo e empoderamento feminino.

“O histórico de desigualdade de gênero também influencia na confiança das mulheres ao apresentarem seus negócios para investidores, por exemplo. Não acredito que a gente precise dessa segregação, mas estamos em um momento de investimento no Brasil que precisamos mais de apoio.”, avalia Tânia.

Para saber mais acesse:

https://www.instagram.com/taniagomesluz/

Sirlene Costa, Fundadora da Dassi Boutique

Sirlene Costa veio do Piauí para São Paulo ainda adolescente, quando tinha 12 anos, morando na periferia e vendo a realidade local, a empreendedora resolveu que não ficaria parada. Em 2011, começou a empreender em paralelo ao trabalho, na época os empreendedores vendiam apenas sapatos comprado em Jaú e revendidos em São Paulo.

Com os clientes pedindo um ponto físico, a empreendedora abriu uma loja física de 5 metros, mas, infelizmente, após um problema familiar a empreendedora fechou a loja.

Foi nesse momento que a empresária com a ajuda de um amigo resolveu vender produtos pela internet, em 1 dia ela vendeu 3 pares de sapatos.

Depois de muitas idas e vindas, a empresária abriu o e-commerce e usou o espaço da antiga loja para estoque, mas os clientes ainda pediam por uma loja física, não demorou muito e logo veio a primeira loja física. “O sucesso foi tanto que a loja tinha fila na porta, nós abríamos a loja colocamos um pessoal para dentro e fechava a porta, depois que as pessoas compravam elas saiam e entravam novos clientes.”. Atualmente, a loja emprega mais de 100 pessoas, possui um e-commerce, e duas lojas físicas.

@boutiquedassi
https://www.boutiquedassi.com.br/

Simone Abravanel, CEO da PitaiaBank

Quando a Simone resolveu empreender, no final de 2018, e criar o primeiro banco digital com tecnologia blockchain do Brasil, a Pitaia Bank, ela não fazia ideia de como seria, principalmente, por ser uma mulher tentando revolucionar um mercado extremamente centralizar, tanto de verbas como de profissionais.

Mas isso não foi empecilho para a empresária, hoje ela gerencia sozinha um banco digital juntamente com uma Exchange com mais de 4mil clientes, a fintech com menos de um ano de operação, já coleciona grandes conquistas e lançamentos no mercado.

A Pitaia Bank possui a conta digital, na qual todo processo de abertura de uma conta é feito via aplicativo. Os usuários podem manter saldos separados em Reais e em Bitcoins. A qualquer momento pode comprar ou vender a criptomoeda, usando a Pitaia como corretora. Além disso, o cliente consegue pagar boletos, fazer transferências, recarga de celulares. A fintech ainda traz mais uma novidade para o mercado financeiro, além disso, a fintech acaba de lançar a primeira máquina de POS que aceita pagamentos em Bitcoin.

“Quem nunca enfrentou obstáculos em um emprego? Certamente, se você trabalhou em uma empresa de moda ou acessórios, o processo foi mais fácil, mas com certeza você não saiu ilesa. A gente vai, faz e acontece, cai e levanta. É como eu costumo dizer na Pitaia, a mulher é blockchain, não tem outra explicação. rsrsrs.”, menciona a CEO do banco digital.

Instagram: @pitaiabank

https://www.pitaiabank.com/

Juliana Zanin e Luísa Morato, Fundadora e Co-Fundadora da Camys

As advogadas Luísa Morato, 24, e Juliana Zanin, 38, resolveram largar a carreira e criar uma loja virtual focada em camisetas lisas premium, a Camys. A loja tem todo um conceito diferenciado, além das peças que vão do tamanho PP ao Super GG2, as empreendedoras defendem o conceito de moda sustentável.

“A produção das peças da Camys leva em conta três frentes: fair trade, responsabilidade social e ambiental. Nossos fornecedores possuem matéria-prima com selos de sustentabilidade, a mão de obra e local e certificada. E, principalmente, nossa cadeia produtiva não recebe, nem envia peças em sacos plásticos, as embalagens são 100% recicláveis e reutilizáveis, e a produção é 100% nacional.”, destaca Luísa Morato, uma das criadoras da marca.

O empreendimento ainda conta com mais novidades como, por exemplo, ser a única loja/comércio no Brasil a utilizar o algodão egípcio para roupas femininas. Com apenas 1 ano de mercado, as empreendedoras faturam com o e-commerce cerca de R$ 4 milhões. A previsão de faturamento para o segundo ano do negócio é R$ 12 milhões.
Luzia Costa, Fundadora Sóbrancelhas

Durante a infância, Luzia Costa adorava brincar de fazer as unhas e as sobrancelhas das colegas. Na adolescência, aprendeu sozinha como realizar esses procedimentos, transformando a brincadeira em coisa séria.

Luzia começou a empreender de fato depois de se casar, em 1999. Enquanto seu marido trabalhava como servidor público, ela teve uma série de negócios que não deram muito certo. Entre eles, uma pizzaria que a deixou cheia de dívidas.

Em tempos difíceis, a empreendedora chegou a vender pirulitos e conservas de tomates secos para sobreviver. De volta a Taubaté, em 2009, a empreendedora começou a atender em domicílio.

Ela fazia sobrancelhas, limpeza de pele e depilação com linha, que na época era uma novidade. O sucesso foi tanto que Luzia começou a dar algumas aulas particulares dessas técnicas e, logo, adquiriu um espaço que se tornou uma espécie de escola de estética.

Foi assim que, em dezembro de 2013, surgiu a Sóbrancelhas, uma rede de franquias que oferece serviços voltados para design de sobrancelha.

Instagram: @sobrancelhasoficial

http://sobrancelhas.com.br/

Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas

Sua primeira fonte de renda, aos 15 anos de idade, foi cortar e costurar calcinhas e vender para suas colegas. “Isso me deu uma oportunidade de conhecer como funciona o mundo dos negócios. Quando você abre uma empresa, é necessário abrir caminhos e deixar as pessoas saberem o que você faz. Foi excelente para minha vida profissional.”

Leiza se formou no antigo Magistério, mas nunca se identificou com a carreira de docente. Decidiu, então, virar auxiliar de escritório em uma escola de inglês.

“Sou de uma família humilde e nunca tive como estudar inglês. Acabei me apaixonando pelo idioma, e decidi que queria ter uma escola só minha”, diz a empreendedora.

Depois de um ano e meio como auxiliar de escritório, Oliveira largou a vida de funcionária (e de costureira) e virou franqueada em tempo integral. Hoje, a escola de inglês Minds Idiomas, acabou evoluindo para uma rede de franquias que fatura mais de 72 milhões de reais/ano.

Instagram: @mindsidiomas

https://mindsidiomas.com.br/

Carol Rosa, personal organizer e empresária
Carol Rosa é uma personal organizer certificada, que atua na área de organização desde 2012. Com uma equipe especializada e treinada, atende clientes em todo o Brasil e no exterior. É uma referência no mercado!
A profissional ministra hoje, em média, um curso a cada dois meses. Já passou pelas principais capitais brasileiras e até pelos Estados Unidos. Mas os seus ensinamentos conseguem ir ainda além…
Hoje, ainda encontra tempo para administrar a própria marca “Shop Carol Rosa”, que vende produtos essenciais e de qualidade para a organização da casa em uma loja física e num e-commerce. Tudo criado por quem mais entende do assunto: a própria personal organizer.
A loja física, de 120 m², é toda dedicada a produtos para a organização da casa e do escritório. Além dos mais de 200 itens que também são encontrados na loja online, há ainda objetos exclusivos de decoração vendidos apenas no espaço físico. “São produtos que eu utilizo nas minhas clientes, têm durabilidade maior e melhor acabamento. Sei exatamente qual a necessidade das pessoas na hora de colocar a casa em ordem e a importância de ter organizadores de qualidade”, afirma a personal organizer.
Online ou nas prateleiras do showroom, é possível encontrar: cabides, dobradores de roupa, colmeias, organizadores, aromatizadores, enchimentos de bolsas, capas de edredons, entre muitos outros produtos. Além, é claro, de uma linha exclusiva para o quartinho dos bebês.
Expandir do mundo virtual para um espaço físico exigiu dedicação e investimento. Para a montagem da loja, a empresária gastou R$ 30 mil. O capital de giro foi de cerca de R$ 25 mil, valor que Carol Rosa recuperou em 4 meses. “Ter um local aberto ao público é importante para que as pessoas consigam tirar dúvidas e possam conhecer os produtos pessoalmente. É uma forma também de eu estar mais perto dos consumidores”, afirma a profissional que é também influenciadora digital, com cerca de 300 mil seguidores só no Instagram.
A equipe da Carol Rosa presta uma gama de serviços como organização de armários e closets, quartos de bebês, cozinha e despensa, louças finas e até mudanças… O objetivo é facilitar a vida e o dia a dia dos clientes, proporcionando qualidade de vida, conforto e ajudando as pessoas a gerir melhor o tempo delas.
Camila Scarpa está a frente da Dondoca Vende Tudo

Há apenas um ano e meio Camila Scarpa deu uma reviravolta em sua vida, quando decidiu engajar a si mesma em um consumo mais consciente. Com um closet cheio de roupas, sapatos, bolsas e demais adornos; durante uma viagem seu marido a desafiou de conseguir vender seus itens para poder dar sentido aos novos que adquiria. “Eu tinha muitas coisas, mas sempre sentia que faltava algo, por isso comprava demais. A oportunidade despertou a união de sonhos, que envolve trabalhar com um público feminino e desafogar um problema e uma carência que eu tinha, de entender que não precisava consumir daquele jeito”, conta a empreendedora.

Atualmente empresária, a jovem de 35 anos encontrou em meio às dificuldades uma saída abrindo o brechó de sucesso, o Dondoca Vende Tudo.  Animada com o projeto, Camila criou a logomarca, o nome do brechó e a página social no Instagram. Com isso começa o engajamento de anunciar um “novo conceito de consumo”. “Isso me traria retorno financeiro e conforto por saber que apesar de uma aplicação errada eu poderia repassar coisas de uma forma mais inteligente para mulheres que talvez tenham vontade de ter essas peças pagando menos por isso”, explica.

Chegando de viagem a jovem separou aproximadamente 250 itens, incluindo roupas suas e de sua filha, bolsas e alguns outros acessórios. Criou um ambiente de fotos em sua sala de estar, conceito de embalagem com aroma e higienização, até o momento de começar os anúncios e vendas. Em torno de 15 a 20 dias a empreendedora conseguiu vender tudo, além de conquistar um público fiel.

“As pessoas começaram a me procurar para eu vender suas coisas também. Se interessaram em receber um valor por roupas que não cabiam mais ou que simplesmente não se encaixava na personalidade”, ressalta a publicitária. Com isto, o acervo começou a crescer e um dos quartos de seu apartamento virou o brechó.

A percepção do nicho proveitoso fez Camila inaugurar o site para vendas, que com o auxílio do Instagram também gerou um retorno significativo, até o momento que se tornou necessário ver um outro local. O brechó Dondoca Vende Tudo foi, segundo a empreendedora, um dos primeiros na região do ABC Paulista a ter sua sede em um prédio comercial.

Atualmente a loja física possui um ano, e já são duas salas com mais de 3500 peças dos mais variados estilos e marcas, seguindo as três categorias: moda feminina, masculina e infantil.

Sendo 29 mil seguidores no instagram, que completa um ano e meio, com pessoas ativas e antenadas que geram crescimento orgânico. “Gosto de trabalhar a oportunidade pra mulheres e homens consumirem de forma inteligente, pagando menos e podendo adquirir conceitos. Sei que nosso país precisa crescer muito em consumo consciente e colaborar para isso é animador e só o começo”, atesta e finaliza a socia fundadora.

Ainda, em novembro será inaugurado o projeto piloto, que é a expansão da unidade física: a Casa Dondoca, localizada em Santo André, ABC Paulista. Nela, as pessoas terão acesso a 100% do acervo, além da operação online.

Dondoca Vende Tudo

Instagram: @dondocavendetudo

Site: dondocavendetudo.com.br

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